Ressocialização: Detentos trabalham em obras do Aquário do Pantanal

Nesta terça-feira (29), o juiz da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, Albino Coimbra Neto, visitou a obra do Aquário do Pantanal, onde detentos dos regimes aberto e semiaberto trabalham na construção. O local será o maior aquário de água doce do mundo e atualmente é a maior obra pública no Estado de Mato Grosso do Sul.

O magistrado verificou as instalações e as atividades dos apenados. Também conversou com os responsáveis da empresa que realiza a obra e com alguns detentos que deram seus relatos. O juiz aproveitou para orientar os trabalhadores sobre a oportunidade que estão tendo, mantendo o foco no trabalho e fez o pedido de que eles ajudem os outros colegas a não se desviarem.

Ainda segundo o juiz Albino Coimbra, hoje trabalham neste canteiro 90 presos por meio de um convênio com o Conselho da Comunidade e a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen). Ele avalia positivamente as atividades desenvolvidas no Aquário do Pantanal. “Temos a informação que alguns dos presos que começaram cumprindo pena que trabalham aqui, depois de conseguirem a liberdade, foram contratados pela empresa. Isso é muito importante para que este trabalho continue e mostre para as outras empresas e à sociedade que as pessoas que estão aqui cumprindo pena, assim que tem uma oportunidade conseguem realizá-la e mostram que é possível se ter uma utilidade e uma esperança de que, com esse tipo de trabalho, chegue a ressocialização”.

Albino Coimbra ainda ressaltou o trabalho desenvolvido pelo projeto Pintando Educação com Liberdade que reforma escolas estaduais na capital. “O impacto deste trabalho é direto porque são ações concretas de imediato retorno à sociedade”.

Para o preso do regime aberto, André Aparecido da Silva, 33 anos, que trabalha há 5 meses nesta obra, o mais importante de trabalhar nesta construção é ser reconhecido hoje como um trabalhador e não como um preso. “Hoje eu tenho satisfação de acordar cedo e poder vir para o meu lugar de trabalho e depois levar o melhor para os meus filhos, minha esposa e minha família”.

André recebe um salário, vale-alimentação, vale-transporte e uma cesta básica. Ele reconhece a oportunidade que teve, por meio dos convênios realizados pela 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande. “Hoje eu estou no regime aberto e sou registrado pela empresa. Estou aqui na maior obra pública do Estado. E em breve já estou indo pra minha casa voltando com a cabeça erguida”.

Fonte:http://www.tjms.jus.br/noticias/visualizarNoticia.php?id=26621

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